Aí eu grito, xingo, choro; Você grita, xinga e chora.
Eu digo não aguentar mais, digo querer abandonar o barco, em meio a tempestade. Você diz : Vá, então vá e não volte.
E eu peço a você que vá, que corra, e fuja de mim, e nunca mais volte, que me cansei dessa situação.
Aí deixamos de ser um casal, e tudo acaba, finalmente consegui por fim a tudo isso, a toda essa guerra.
E quando você se vai, eu prometo a mim, que vou mudar o cabelo, fumar dois maços de cigarro, e beber até cair. Usar roupas curtas, sair com aquelas péssimas pessoas.
Vou vou virar a noite na gandaia, me entregar a todos os caras, e no outro dia não me lembrarei do que aconteceu...
Quando você vira as costas, digo que passarei com outro em sua frente, e te farei chorar lembrando do que perdeu. Que te ligarei bêbada todas as noites, pra te deixar preocupado pensando: Quem fez isso fui eu?
Mas quando você se vai, mais rápido ainda você volta, e sempre volta, e sou feliz por isso.
Me agarra e bate a porta, e em um ou dois beijos, já esquecemos o que aconteceu.
Você sempre volta, porque eu nunca te mando embora, não com todas as palavras, não com verdade no que digo.
Quando eu peço -Vá embora.- Meus olhos me entregam, e você sabe que o que eu quero dizer é. Vá, mas vê se volta!
(KAROLINY LEITE)


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