De repente viciei, quando meu corpo sente falta, ou a mente alerta a ausência aí começa as
crises de abstinência, eu sinto coisas, sintomas daquela droga que você me apresentou.
Faz frio, eu não consigo dormir, as vezes escuto vozes, ou uma única voz do que eu não tenho.
Eu preciso da droga, eu até me trataria se tivesse cura.
Há coisas que enlouquecem, você sente o cheiro que te lembra a droga, vê coisas
que lembram a droga, fala coisas que lembra a droga.
E quando perguntam mas que droga é essa, a língua enrola, o peito acelera, uma letargia toma conta dos seus sentidos.
Mas que droga boa é essa? Eu prefiro chamar de você.
{Karoliny Leite}

